Ah, tá!!!
Um abraço...
São Paulo, segunda-feira, 23 de outubro de 2006  |
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Mônica Bergamo
No Planalto O presidente Lula e João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo, tiveram encontro discreto no Palácio do Planalto, em Brasília, há dez dias, pouco depois do começo do segundo turno da campanha eleitoral. Também participaram da reunião a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, e Márcio Thomaz Bastos, da Justiça. Os ministros negam o encontro. Marinho admite que ele ocorreu.
UM ABRAÇO Um dos assuntos do encontro foi a campanha presidencial. Os ministros e Lula demonstraram, com a sutileza possível, contrariedade com a TV Globo, que deu ampla e intensa cobertura ao escândalo do dossiê. Toninho Drummond, diretor da Globo em Brasília, diz que João Roberto considerou a conversa "muito civilizada" e que não ouviu reclamações sobre a emissora. Segundo Toninho, o empresário tinha um encontro marcado com Dilma e foi dela a idéia de levá-lo à sala do presidente Lula para "um abraço".
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Escrito por Gim às 17h10
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Ah, sim, ando sem tempo e sem tudo pra blogar.
Mas essa está rolando na rede e é no mínimo curiosa!
RECADO DOS NÚMEROS
Data da eleição: 29/10/06
29 + 10 + 06 = 45
29 - 10 - 06 = 13
Escrito por Gim às 13h23
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Mudando um pouco o foco do assunto (política).
Hilário!
Peguei do Kibelouco
IMAGEM NÃO É NADA...

Escrito por Gim às 13h22
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Sobre o debate?
Opiniões aqui e ali....lado tucano, lado petista.
Li outro dia um post em um blog dizendo uma boa e velha frase: "errar uma vez ok, duas burrice".
Nenhum presidente consertará o País em 4 anos, mas com a roubalheira escancarada, um bocó que nunca estudou, nunca foi sequer prefeito esteve governando nosso país e não mandou NADA bem.
O Chuchu temperado MANDOU muitíssimo bem. Incisivo, coerente, sensato e vários socos de direita...
E agora uma opinião interessante..
São Paulo, terça-feira, 10 de outubro de 2006  |
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Gustavo Ioschpe
Nasce um presidente?
SE ALCKMIN ganhar essas eleições, o divisor de águas dessa campanha terá sido o debate deste domingo. Até ele, o ex-governador era o anti-Lula, o picolé de chuchu que não havia dito a que viera e estava no segundo turno com uma campanha insossa e tímida, levado pela incomum capacidade petista-tabajara de cavar sua própria sepultura. No debate, o tucano mostrou pela primeira vez a pinta de um presidente. Até um surdo entenderia o desfecho do debate. Alckmin parecia tranqüilo, mas firme, citando uma profusão de dados e tecendo seus raciocínios sem consultar dados. Lula bebia água a cada pausa, leu todas as perguntas de um script visivelmente preparado por terceiros e recorria a seus papéis cada vez que precisava citar um número. Olhava para a platéia, para os lados, pediu um direito de resposta que foi negado, interrompeu a fala alheia. Parecia cansado e saiu apressado. No que se disse ali de relevante, e foi pouco, também a vantagem foi do tucano. Primeiro, por indagar com veemência de onde havia vindo o dinheiro da compra do dossiê. Lula jogou a investigação para a PF (Polícia Federal, não o "por fora" do escândalo anterior). Invocou uma tal de "lógica da ética", embaralhando dois ramos distintos da filosofia: o governante honesto não é o que previne a corrupção, mas o que a pune quando a encontra, já que a corrupção é algo natural do ser humano e um presidente não pode saber de tudo o que ocorre no governo. Ocorre que o dossiê não foi (espera-se) obra do governo, mas de seu chefe de campanha, e os envolvidos eram seus "companheiros". Acreditando-se que não sabia, não seria preciso chamar a PF: bastaria chamá-los e perguntar. O segundo ponto foi a recusa de Lula de tornar públicos os gastos do cartão de crédito da Presidência. Seriam de R$ 700 milhões, segundo Alckmin. Não tenho idéia se o valor é esse e, se for, se há algo ilícito, mas a indisponibilidade do presidente de abrir suas contas é por si escandalosa. Esse dinheiro é nosso, presidente! Alckmin também foi duro ao criticar a política externa, mencionando as submissões a Bolívia e Argentina. Lula invocou a solidariedade entre forte e fraco para justificar seu compadrio a vizinhos como se fosse função do presidente de um país rico como o Brasil ajudar os pobres de alhures. Só falta agora estender o Bolsa Família aos bolivianos. Houve outras farpas, ataques e contra-ataques. Muito pouca substância. É deplorável? Claro. Mas não se pode esperar uma discussão programática em intercâmbios de dois minutos. Esses eventos são mais para definir postura do que outra coisa. Alckmin venceu. O revide será vigoroso.
 Há duas semanas, mencionei aqui o envolvimento de Freud Godoy no caso do dossiê. A PF e o Ministério Público agora o isentam de culpa. Mantido esse parecer ao final das investigações, terei cometido uma injustiça e manchado a reputação de um inocente, pelo que peço desculpas.
GUSTAVO IOSCHPE é mestre em desenvolvimento econômico pela Universidade Yale (EUA)
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Escrito por Gim às 18h43
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10/10/2006 - 08h06
Plano de vôo confirma que piloto do Legacy errou, afirma a polícia
HUDSON CORRÊA da Agência Folha, em Cuiabá (MT)
O que dizer disso tudo?
Lamentável para as famílias...... um erro (não intencionado), mas um grande erro dos pilotos. Parabéns ao juiz brasileiro (não sei o nome) que teve a sensatez de apreeender os passaportes dos pilotos!! Só sei de uma coisa... se o acidente fosse nos EUA e os pilotos fossem gringos (brasileiros), eles já estariam rumo à cadeira elétrica..
Escrito por Gim às 18h39
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Excelente artigo de Janio Freitas.
Aliás Jornalistas / colunistas fenomenais neste país: Alexandre Garcia, Heródoto Barbeiro, Artur Xexel (que não sei Miriam Leitão, Cony (Carlos Heitor) Elio Gaspari, Janio Freitas, Fernando Rodrigues, Clóvis Rossi, Eliane Cantanhêde, Carlos A. Sardenberg, Paulo Baptista Nogueira Jr e mais alguns que certamente esqueci de mencionar.
São Paulo, quinta-feira, 05 de outubro de 2006  |
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JANIO DE FREITAS
Campanha a caminho
Criticou-se muito a campanha de Alckmin, mas a de Lula foi péssima. Nem um só instante de originalidade ou simpatia
O TABU QUEBROU-SE, e a difundida idéia da invencibilidade de Lula substitui-se, com fácil constatação nas mais diversas áreas, pela admissão perplexa de que o segundo turno pode ser vencido por qualquer dos dois. O que já tem, para Alckmin, o valor de uma vitória inicial e necessária às suas pretensões. Embora em equilíbrio, os dois estão, no entanto, em situações muito diferentes. Para Alckmin, trata-se de avançar por caminhos virgens, até aqui, nas suas conquistas do eleitorado. Ao passo que Lula, antes de buscar conquistas para vencer, precisa recuperar o longo percurso do seu recuo, do ponto em que caiu no primeiro turno até ponto avançado em que esteve. Esforço tão mais problemático quanto foi a contribuição, para essa perda, de sua campanha. Criticou-se muito a campanha de Alckmin, mas a de Lula foi péssima. Nem um só instante de originalidade, nem um breve momento de simpatia. Presunção, desafios e agressividade fizeram, combinados, o estilo da comunicação de Lula com o eleitorado em geral. Se ainda houvesse motivos ocasionais para isso, vá lá, mas nem os problemas criados pelo PT o foram, porque só se tornaram embaraços de campanha por falta de sensatez e, se não for pedir demais, alguma criatividade. Em vez dos irados e rápidos comentários sobre dossiê, fotos, mensalão, o eleitorado esperou por abordagens francas e calmas dos esclarecimentos devidos. Esperou em vão. E deu sua resposta. Lula não absorveu a lição de sua disputa, em 2002, com José Serra/ Nizan Guanaes. Não está sozinho. Heloísa Helena não aprendeu nem a lição de que foi vítima. Sua "proibição" de que "filiados do PSOL digam publicamente em quem vão votar", por ter ela decidido pela omissão do partido no segundo turno, vem do mesmo autoritarismo tirânico que a expulsou do PT por discordar da reforma previdenciária. Ainda bem que outros fundadores do PSOL, como Chico Alencar e Ivan Valente, não se dispõem a ser o "gado" a que Heloísa Helena também se referiu. Quem aparenta ter bastante a aprender, em política, é Denise Frossard. Induzida pela reação de Cesar Maia ao entendimento Alckmin/Garotinhos, radicalizou ainda mais e proclamou sua recusa a apoiar Alckmin ou ser por ele apoiada. Isso, quando a reunião do PSDB do Estado do Rio repelia o apoio ao peemedebista Sérgio Cabral e encaminhava, contra ele, a adesão a Denise Frossard. Pendente só de negociações, que os peessedebistas fluminenses não as dispensam jamais. A reação de Cesar Maia se explica por ter ele a posição mais privilegiada na candidatura de Frossard, e não querer outras influências nas redondezas. Os Garotinhos têm no interior do Estado um contingente eleitoral muito forte, como sabe e, por ora, agradece Sérgio Cabral. Este, aliás, tão aberto às lições políticas do passado, que vai apoiar Lula enquanto os Garotinhos vão de Alckmin, no que muita gente supõe haver crise e há, apenas, duplicação de horizontes acertada entre Cabral e seus principais apoiadores.
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Escrito por Gim às 21h16
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Votei no Serra, mas me revolta ver o cara fazer pouco (nem assumiu e fica de olho gordo em 2010). Um dia, um ano de cada vez, homi.
São Paulo, quinta-feira, 05 de outubro de 2006  |
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Para FHC, "não se recusa apoio"; Serra não comenta o assunto
Depois de se negar a comentar o apoio do casal Garotinho a Geraldo Alckmin (PSDB), o ex-presidente tucano, Fernando Henrique Cardoso, disse ontem em São Paulo, ao lado do governador eleito José Serra, que voto e apoio não se recusa. "Apoio e voto você não recusa. Outra questão é você fazer uma coligação política. Agora, voto, vai perguntar se o presidente Lula recusaria o voto do Collor. Não é questão de aceitar, o voto é a pessoa quem dá", afirmou o ex-presidente. FHC e Serra foram questionados se o apoio do casal acusado de irregularidades no Rio de Janeiro, Anthony Garotinho e de Rosinha Matheus, governadora do Estado, não enfraqueceria o discurso de Alckmin em defesa da ética. O ex-presidente afirmou que as costuras políticas não influenciarão o segundo turno. "Articulações políticas têm peso pequeno no segundo turno, a minha opinião é essa. Não estou criticando quem busque. Só estou dizendo que não acho que a busca de apoio aqui ou ali acrescenta ou diminuiu, não é decisivo. O que está em jogo não é saber quem apóia, é saber o seguinte: quer manter a situação atual, quer manter um governo que propiciou tantos escândalos, que não explica nada claramente, que joga tudo para uma nuvem de fumaça, ou quer um Brasil mais decente. Essa que é a decisão", disse.
Serra O governador eleito de São Paulo não quis comentar o apoio. "Esse assunto de alianças tem que ser tratado pelo partido."
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Escrito por Gim às 21h02
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Agora eu pergunto Marta Suplicy, que governo FOI o seu, o que vc defende, seu chefe Lulinha Paz e Amor (que só assim quando lhe convém)?
E quem foi que o Garotinho defendeu todo esse tempo??? Seu chefe... nas eleições anteriores... ESQUECEU ou ninguém te contou?
E marido Luis Favre na máquina do SEU governo, escândalos da licitação do Lixo, lembra? Já esqueceu nega, vc acha que TODO o povo tem memória curta??
Sobre o PCC - poucos dizem, mas nós que moramos aqui em SP sabemos que foi o PT que deu uma forcinha nessa atuação.
Quércia (dizem que o dinheiro é dele..), Sarney, Palocci, José Dirceu, Berzoini e tantos outros podres....
Faça-nos um favor.. esclareça sobre o dossiêgate e aí venha dizer algo, mas please com argumentos mais palpáveis..
São Paulo, quinta-feira, 05 de outubro de 2006  |
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Frase
"Quem não teve competência para resolver o problema da Febem, como é que vai cuidar do Brasil? Essa é uma questão que tem que ser colocada. Outra questão: quem deixou a violência imperar, explodir em São Paulo, e agora se junta ao casal Garotinho, como vai mandar no Brasil? Que aliança é essa?" MARTA SUPLICY
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Escrito por Gim às 20h52
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Isso aí.. .tudo com o no$$o din din..
Vamos (os Ministros especialmente) fazer Campanha para um Presidente desinformado, um péssimo exemplo de índole, de caráter, de figura política, de homem público, etc. VERGONHA!!!!
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São Paulo, quarta-feira, 04 de outubro de 2006 
| ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
Lula escala ministros e governadores para reforçar campanha
Quatro integrantes do primeiro escalão do governo devem tirar férias para buscar votos para o petista em seus Estados
Escrito por Gim às 20h47
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Isso aí.. .tudo com o no$$o din din..
Vamos (os Ministros especialmente) fazer Campanha para um Presidente desinformado, um péssimo exemplo de índole, de caráter, de figura política, de homem público, etc. VERGONHA!!!!
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São Paulo, quarta-feira, 04 de outubro de 2006 
| ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
Lula escala ministros e governadores para reforçar campanha
Quatro integrantes do primeiro escalão do governo devem tirar férias para buscar votos para o petista em seus Estados
Escrito por Gim às 20h46
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Não tem jeito.... não dá para fugir da política atualmente. Coluna de ontem do Frias.
Excelente...
São Paulo, quarta-feira, 04 de outubro de 2006 
ELIO GASPARI
A marcha dos palhaços
Lula se candidatou ao lugar de coordenador da campanha eleitoral de Geraldo Alckmin
NA SEGUNDA-FEIRA, com aquelas olheiras que só a adversidade eleitoral produz, "nosso guia" se candidatou ao lugar de coordenador da campanha de Geraldo Alckmin à Presidência da República. Fez isso quando tratou do dossiê Vedoin e disse o seguinte: "Eu quero saber quem arquitetou essa obra de engenharia para atirar no próprio pé". Quer? Pergunte a Ricardo Berzoini e a Aloizio Mercadante. Eles podem ajudar. Ao tratar de um crime como curiosidade, Lula assumiu a condição de padrinho dos malfeitores petistas, aloprados e trambiqueiros. Padrinho no sentido da figura de Don Corleone/Marlon Brando. Não há nenhuma prova, indício ou pista de que haja bico tucano na construção do papelório. Há apenas um raciocínio lógico: se os tucanos foram favorecidos pelo episódio, há dedo deles na produção. Coisa assim: a invasão da Rússia por Hitler permitiu que Stálin consolidasse a sua tirania, donde, Hitler foi uma jogada de Stálin. Admita-se que o raciocínio de Lula está certo. No início de setembro, um tucano teve uma idéia: vamos pedir ao Vedoin que faça um dossiê contra o Serra, ele o vende ao PT, nós flagramos os compradores, fotografamos o ervanário e botamos o escândalo na imprensa. Um petista aloprado come a isca, compra-se o caso, acerta-se a publicação da denúncia, combina-se o pagamento e vai-se a um hotel buscar mais uns docinhos. Nisso reserva-se R$ 1,7 milhão, em grana viva, para os chantagistas. Se isso fosse verdade, o presidente de honra do PT teria razão ao chiar. O da República não é pago para tumultuar inquéritos. Os petistas que negociaram com um delinqüente cometeram uma contravenção ao trocar denúncia por dinheiro e um crime e ao remunerar bandidos. Transgrediram as leis da República. Respeitaram apenas a regra do silêncio de Don Corleone. Diante de um crime, o presidente da República não pode agir como advogado de porta de xadrez. (Será que em 1954 os capangas de Gregório Fortunato foram pagos por Carlos Lacerda para atirar no major Rubens Vaz?) Em São Paulo e no Rio, houve zonas eleitorais onde madames grisalhas, elegantes e gentis distribuíam narizes de palhaço. (Senhoras parecidas com aquelas que fizeram a Marcha da Família em 1964.) O sujeito ganhava uma bolinha vermelha e ia para a seção eleitoral. No comércio, a bolota de plástico custa R$ 2,50 e a de esponja sai por R$ 3, crime eleitoral explícito, mas isso fica para depois. Contra quem esse feliz palhaço protesta? Paulo Maluf? João Paulo Cunha? Clodovil? Lula? O calor que o senador Eduardo Suplicy tomou de Guilherme Afif Domingos mostra que se quebrou a associação da decência ao PT. Se são todos iguais, Lula é igual a Maluf e Fernando Collor. Exagero? Ouça-se Maluf: "Tenho plena consciência de que o presidente Lula é um homem limpo e correto". E Lula: "Collor poderá, se quiser, fazer um trabalho excepcional no Senado". Lula e o PT associaram-se a práticas indecentes. Fizeram isso porque quiseram. A mistura custou o resultado de domingo. A Justiça Eleitoral precisa estar cega para permitir a distribuição de prendas na área onde é proibido repassar santinhos de candidatos. Mesmo assim, o palhaço sempre poderá votar com um nariz que trouxe de casa. Ou Lula pára de dizer monstruosidades ou verá a marcha dos palhaços.
Escrito por Gim às 20h40
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Uma entrevista do Alckmin (excelente sobre a parte da reeleição) e artigo do Elio Gaspari.
Muito bom!
Pressa total.. depois escrevo com mais calma.
Quero postar sobre estar chateada x sensações sobre o vôo 1907.
ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
Alckmin afirma que Lula está à sua direita e defende o fim da reeleição
Tucano afirma em entrevista à Folha que "militância cívica" o levará a vencer disputa com petista
Candidato diz que apoio de Garotinho não abala seu discurso ético porque o peemedebista não lhe pediu nada em troca de adesão
JOSÉ ALBERTO BOMBIG DA REPORTAGEM LOCAL
Em busca do eleitores de Cristóvam Buarque (PDT) e Heloisa Helena (PSOL), o tucano Geraldo Alckmin disse ontem, em entrevista à Folha, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está à sua direita neste segundo turno. "Sou mais à esquerda [do que ele] no apreço à democracia e no sentido econômico." Enquanto tenta convencer os eleitores dos dois ex-petistas, Alckmin costura apoios na cúpula dos principais partidos. Ontem, conquistou parte do PMDB e conversou com o PV. Ele diz, porém, que vencerá a eleição graças à "militância cívica" dos eleitores. "O PT tinha uma militância histórica, mas ela praticamente desapareceu. Nós passamos a ter, não digo uma militância partidária, mas uma militância cívica", disse. Sobre o apoio de Anthony Garotinho, disse que o PT não poderá criticá-lo porque o peemedebista apoiou Lula anteriormente e fez diferença no Rio de Janeiro em 2002. De olho no apoio dos tucanos José Serra e Aécio Neves, Alckmin afirmou que, se eleito, poderá fazer um governo melhor sem se preocupar com reeleição. "No que depender de mim, vou acabar com a reeleição." Alckmin recebeu a Folha à noite, no condomínio onde mora na zona sul de São Paulo, logo após receber homenagem de vizinhos e comerciantes.
FOLHA - O sr. recebeu hoje apoio de parte do PMDB. Como estão as negociações com os outros partidos? GERALDO ALCKMIN - Parte expressiva no PMDB já nos apoiou no primeiro turno, em Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Rondônia e Pernambuco. Além de deputados e prefeitos em todo o país. Agora, acho que temos a possibilidade de ter o PMDB no Rio Grande do Sul e recebemos o apoio da governadora do Rio. Tive uma conversa com o PV, com o PDT, o Cristovam me ligou. Estamos sempre procurando fazer conversas partidárias. Toda essa conversa se faz em três pilares: a questão da ética, a qualidade dos serviços públicos e o crescimento econômico.
FOLHA - Em que medida esses apoios revertem em votos? ALCKMIN - Apoios são importantes para costurar uma governabilidade. Mas é claro que o eleitor tem enorme liberdade, esse comando de voto é pequeno no segundo turno. O que mais me entusiasma agora é a rua. Havia um grande desencanto, uma campanha fria, uma desilusão com a política. Nosso desafio é transformar esse desencanto em entusiasmo. Eu comecei a sentir isso nas duas semanas antes do primeiro turno, gente pedindo material, pedindo voto. É outra campanha.
FOLHA - No início, o sr. dizia que quando foi candidato a vereador de Pindamonhangaba começou andando sozinho na rua e terminou a campanha cercado de muita gente. Está acontecendo isso agora? ALCKMIN - Aconteceu e continua acontecendo. Eleição é empatia. Estamos começando a ter uma coisa que o PT perdeu. O PT tinha uma militância histórica, mas ela praticamente desapareceu. Passamos a ter, não digo uma militância partidária, mas uma militância cívica, um grande voluntariado que entende que a política pode ser melhor, séria, honesta. Percebi isso no Brasil inteiro, ganhei, por exemplo, no Acre, onde o PSDB é muito pequeno. E aquela coisa de "Lula vai ganhar no primeiro turno" atrapalhou, deu uma desmotivada. Agora será muito diferente.
FOLHA - Qual será a pauta do sr. neste segundo turno, a economia ou o aspecto ético? ALCKMIN - Uma campanha nunca é monotemática. Ética é um tema central até pela gravidade do que ocorreu no Brasil, não só nas últimas semanas, mas nos últimos três anos. O novo nome da ética também é eficiência. Esse aparelhamento do Estado atrapalha a gestão e leva à corrupção, é uma ação entre amigos, a patota.
FOLHA - O sr. não teme que o PT o acuse de não poder falar em ética por ter recebido o apoio do ex-governador Anthony Garotinho? ALCKMIN - Isso é bobagem, meus compromissos não mudaram um milímetro. O Garotinho apoiou o Lula em 1989, 1994 e 2002, quando ele teve seis milhões de votos no Rio e o José Serra teve um milhão. Ele não me solicitou nada, eu quero voto, dele e de todos.
FOLHA - O sr. imagina que existirão muitos Ditões, aquele personagem de Pindamonhangaba que ficava em frente ao seus palanques gritando "bate, doutor", neste segundo turno? ALCKMIN - Você não faz um campanha contra algo, mas a favor do Brasil. Agora, eu ando na rua e ouço isso o tempo inteiro, "bate, doutor, bate doutor". Tem um fato positivo nisso, as pessoas não perderam a capacidade de se indignar frente ao que está errado. Eles [petistas] já emudeceram no episódio da apreensão do dinheiro com os petistas. Ninguém fala da origem do dinheiro, das contas. Ninguém dá satisfação.
FOLHA - O banqueiro Olavo Setúbal disse que o sr. e Lula são igualmente conservadores. Isso ficará explícito agora? ALCKMIN - O Lula está mais à minha direita porque não tem o apreço pela democracia. Essa é a primeira questão. Mario Covas dizia que, na vida pública, essa deve ser sempre a primeira qualidade, apreço à democracia. O governo Lula tem um perfil autoritário, que se manifesta no mensalão, na Ancinav, que é a tentativa de amordaçar a imprensa porque eles não gostam de críticas. Também está mais à direita na questão econômica. Política monetária, fiscal e cambial todo os governos precisam ter. Mas o que nos diferencia é a dosagem. Eles foram ultraconservadores, nesse sentido, mais à direita por causa do custo PT. A economia precisou ser mais ortodoxa porque o Lula falou 25 anos uma coisa e fez outra totalmente diferente. Sou mais à esquerda no apreço à democracia e no sentido econômico, minha agenda será a do crescimento.
FOLHA - José Serra e Aécio Neves sonham em disputar a Presidência. Agora com maiores chances de vencer, o que o sr. pensa da reeleição? ALCKMIN - No que depender de mim, eu vou parar com a reeleição. Eu tive de deixar o governo paulista meio ano antes, mas o presidente fica onde está. Não há uma regulamentação adequada. Sem essa preocupação de reeleição, acho que poderei fazer um governo melhor.
Escrito por Gim às 18h30
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Bebe e dirige pra ver o que acontece....

Escrito por Gim às 17h59
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Um fato muito bacana de se ver ontem e hoje nos Jornais da TV. Algo notado não só por mim, mas também por colegas de trabalho e outras pessoas. Os jornalistas (Globo News, Globo e alguns outros) estão com o sorriso estampado no rosto (o que não faz a esperança...). E pior que é acho que é sem querer transparecer, mas a felicidade é algo notável.
Escrito por Gim às 17h56
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A análise da competente e esclarecedora Miriam Leitão....
| 1.10.2006 | 23h07m |
| Os erros do presidente Lula e o segundo turno |
O segundo turno das eleições presidenciais se deve principalmente aos erros cometidos pelo governo na reta final da campanha.
O primeiro erro foi o excesso de auto-confiança. No futebol e na política, o vencedor de véspera corre riscos, como bem viu a seleção brasileira no Mundial de 2006 e como viu agora o presidente Lula.
O segundo erro foi o dossiê. O envolvimento de dirigentes do comitê de campanha da reeleição do presidente Lula e do coordenador da campanha do PT em São Paulo trouxe de volta à memória de parte do eleitorado todas as denúncias do mensalão, dinheiro na cueca, caixa dois e pagamento de Duda Mendonça em contas no exterior.
O terceiro erro foi a não ida ao debate. Como disse aqui o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, o não comparecimento iria tirar dele votos decisivos.
Uma eleição que parecia morna e sem emoções acabou trazendo surpresas e sustos. Na Bahia, a maior alegria do PT: vencer as forças que pareciam invencíveis do carlismo. No Rio Grande do Sul, alegria dos tucanos: uma mulher, do PSDB, vence as duas forças que sempre se alternaram no Rio Grande do Sul, o PT e o PMDB. |
Escrito por Gim às 17h54
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